Depilação masculina

 

Um assunto um tanto quanto pessoal. Pessoalmente falando, eu acho uma putisse o cara se tornar um frango depenado. Muitos argumentam em cima da hipotese das mulheres preferirem um peito de ovo. Eu acho engraçado quando vejo homens sem camisa, sem nenhum pelinho ao redor do mamilo ou até mesmo na parte traseira, em cima do calção, perto da bunda. Porra, depilar a bunda? Estou falando sem nenhuma premissa homosexual, e sim como um derivado do macaco, que por sinal, se falasse e fosse a praia, comeria banana e surfista.

Alguns defendem o fato de fazerem esportes que exigem uma raspagem total. Pelamor, daqui uns dias pelo no cu vira esporte olimpico. 

A única coisa que faço é aparar, mas já tive problemas com isso. Estava na boa com a tesoura, até que em um descuido cortei um courinho. Desisti enquanto sentia meus bagos. Pensei em ir com a gilette, mas elevei o seguinte conceito: "A cara eu posso cortar". Depois disso, fiquei com a sensação de enfiar o saco em um pacote de pregos. Sem contar a coceira, que parece irradiar pelo corpo um desconforto. É sério, quando aparo o saco, sinto coceira até na orelha. 

Falaram que tem gente que depena até a boca do brioco, e o pior, quem me contou isso foi um amigo meu, que por sinal, faz parte do grupo panquecas unidos. Tive que rir a hora que ele me disse a conversa que teve com o carrasco de anus:

- Saiu tudo?

- Saiu

- O cu também?

Para mim, o assunto pelos pelo corpo é um tanto amplo, já que não tenho um espaço do meu corpo do qual eles não cobrem. Pensando melhor, têm as orelhas, mas sei que com o passar do tempo aquele chumassinho de pelos sairão por ela também, só espero não ser apelidado de "Chumasso".

É comprovado cientificamente que quanto mais se corta os pelos, mais grossos eles voltam. Eu estou fazendo uma experiencia assim com os pelos do saco, e está funcionando. Saí com uma mina e depois do sexo perguntei:

- Foi bom para você?

Ela respondeu:

- Foi igual esfregar um porco espinho na xota.


Essa cultura por homens "pelados", se deve aos filmes pornôs atuais, homens todos lisinhos praticando posições mirabolantes. Mas legal mesmo são os antigos filmes pornôs. Eu tive a honra de assistir um desses com um ator um tanto quanto barbudo e sabe qual era a mágica? Nunca se sabia quando ele estava metendo ou chupando a mulher, não se sabia identificar quando era pinto ou nariz, ficava por conta da imaginação de quem assiste.

E pra finalizar, a uns dias atrás fiquei sabendo de uma associação de homens que cultivam os pelos no corpo. Se não me engano se chamava A.D.T (Associação Dreads no Toba).

 

O Banho

Banho, uma necessidade na vida de qualquer ser humano. Eu, particularmente tenho o banho para 2 funções.
Pense comigo, primeiramente, o banho serve para acompanhar aquela bela bronha. Quem não gosta de mergulhar o miudo na espuma do xampu? Tá certo que alguns cuidados devem ser tomados, afinal, se um pouco de espuma entrar pelo furo da cabeça, uma ardência tomará conta do membro, e por algumas horas você mijará canivetes. No meu caso, nunca tive problema em ser descoberto pela minha mãe, já que com 5 anos eu precisava fazer uns exercícios para à fimose. Um tempo mais tarde fui pego, mas não exitei, olhei pra ela e falei: "Nunca mais essa fimose volta!"
Outra função do banho, nomeei “Pós Parto”. Após aquela bela cagada, nada como um banho pra se sentir realmente limpo, certo?!. Quem tem problemas com pelos pelo corpo como eu, sabe o quanto é sofrido transpor a mata fechada e chegar ao boca negra para efetuar a limpeza. Prefiro então ir ao banho e aplicar a técnica "serrote de limpeza". Deixo a água escorrer pelo rego, e esfrego minha mão verticalmente como se quisesse dividir o cu em duas partes, certamente a limpeza é completa.
Têm muita gente que não se sente bem tomando banho na casa de outras pessoas, e isso é bem compreensível, afinal, levando em consideração minhas funções do banho, certamente resquícios de merda e semem estarão pelo chão, e pra piorar, dificilmente tem um par de chinelo dentro do box, e quando tem, pode ter certeza que ambos estão estourados, com um preguinho segurando as tiras que se soltarão.
Possivelmente só terá uma esponjinha com sementes, um sabonete com pentelhos que parece um mapa e um chuveiro que só larga água fervendo ou gelada. Pra mim, tomar banho casa dos outros só tem uma função, colocar mais pentelhos no sabonete.

O cão

Ninguém tinha a vida daquele cão. De boa raça, de bom pelo, tamanho ideal, várias cores que destacavam sua envergadura proporcional e magnífico porte. Em qualquer outro planeta seria Rei. Vivia em um pátio de causar inveja a qualquer MST. Jamais comeu restos, alias, seus restos cairiam bem em um prato de restaurante luxuoso. E não só isso, quem sabe sua merda tivesse mais proteínas que uma vitamina liquidificada de boxeador. Era feliz, reconhecido por todos como o cão mais bonito do universo. Acredito que se em seu gramado de reino existissem pulgas, elas teriam receio de instalar-se nele.

Um dia enquanto esbanjava beleza ao redor da cerca, percebeu outros cães na rua. Eles eram horríveis. Pareciam ter nascidos ao avesso. Um mancava, o outro não tinha rabo, outro tinha menos pelos que seu rabo e o mais medonho, com um olho fechado, de uma cor cinza morte e magro feito uma galinha com câncer de estomago. Para espanto dele, os cães não pareciam tristes, e sim organizavam um ritual estranho, onde todos participavam. Olhando atentamente à aquela coisa incrédula, sentiu náuseas. Os monstrinhos se cheiravam os rabos descontroladamente. Um ciclo vicioso. Não agüentou e correu de volta aos seus aposentos. Tentava imaginar o porquê aquilo acontecia. Até tentou cheirar o próprio rabo, mas era em vão, o máximo que conseguia era lamber suas bolas.

Todo o dia dava uma olhada na rua, e as atrocidades não paravam. Era angustiante perceber a que nível seus colegas inferiores tinham chegado. Em contra partida, na rua era só felicidade. Latidos, pulos, correria, lambidas. Não resistiu, aproveitou a primeira brecha no portão e saiu para a rua. Causou constrangimento aos pulguentos, afinal, nenhum tinha coragem para ceder o cu para um nobre. Insistiu tanto, que aceitaram, mas com a condição de todos poderem cheirar o dele antes, e assim foi.

Ficaram encantados com a doçura daquele cu. Um cheiro prazeroso. Estavam em um êxtase canino. Se pudessem, entrariam naquele rabo e viveriam lá pra sempre. Na vez dele experimentar, todos se ofereceram, e toda sua curiosidade o fez provar o cheirinho de cada um deles.
Tornou-se um rebelde, o maior viciado em rabos da região. Trocava sua comida deliciosa por uma cheirada, e olha que não faltava fornecedor de cu. Até que um dia foi pego em meio a uma transação e levado para um canil. Continua bonito, e não trocaria o canil por nenhum gramado falso.

Mais um dia

Mais um dia daqueles, que se ri de deficiências físicas, tais como anões, pernetas ou de um gato castrado. Mais um dia, em que você se esforça para dormir com o cigarro aceso. Mais um dia, que você torce para uma prostituta diabética cortar seu pau fora, e colocar atrás da geladeira para secar. Mais um dia, em que se você fosse aidético, compraria uma seringa enorme para distribuir seu sangue quente na creche mais próxima. Mais um dia, em que o melhor esconderijo para uma bala perdida seria seu pâncreas. Tudo bem, esse dia foi ontem, hoje estou de boa.

Porque nem só de sexo vive um homem

 

Nem só para sexo nascemos, nem só para isso vivemos. Se bem que ainda não tentamos um suícido em função deste mero detalhe. 

Mantemos os sonhos, os planos, nossos empregos, e brigamos sempre que não nos sentimos vivos, isso traz vida, paz de espirito, e dor é claro.

Andávamos em mais uma estrada castrada, era tarde, umas 3 da madrugada. Dizem que essa é a hora que o capeta esta solto, e a partir deste dia podemos dizer que acreditamos nisso, pois, parados em nossa frente estavam uns 20 deles. Sem chifres, muito menos cascos, mas com bafos que até hoje nos remetem a Dante.

Falavam todos ao mesmo tempo, uns pediam grana, outros cigarros e até um cú ouvimos entre meio a tanta asneira. Naquela hora, realmente o que tinhamos eram dois cús, bem apertados pela situação. Desconversamos e continuamos a caminhada, até que nos cercaram e nos juraram de morte. Rimos em sincronia junto com eles. Lembramo-nos de praticamente todos os socos que demos e levamos, principalmente do que levamos, afinal, hematomas não mentem. Caimos em sincronia. O pior é que continuávamos a rir, mesmo sangrando mais do que qualquer bala perdida no fígado. 

Uma sirene nos salvou da morte, e eles como bons diabos, voltaram ao lixo de suas vidas inválidas. Continuamos a rir como crianças apertando nterfones. Os policiais ofereceram carona, queriam nos levar para o hospital. Negamos, afinal, a vodka ainda lacrada e gelada nos aguardava em casa.

 

As pálpebras de Ralf

Essa é uma breve história.

Ralf era um cara extramente normal, tão normal que analisava suas fezes por alguns segundos antes de dar a descarga. Era tão comum que seus pensamentos se dividiam em mulheres e morte. Isso foi até seus 25 anos, quando sofreu um acidente com água quente. Ninguém sabe como foi, mas o resultado era evidente, ele perdeus suas pálpebras.

O que para muitos seria triste, para ele foi totalmente inaceitável, pois 

a partir daquele momento era incapaz de dormir e fechar os olhos para aquelas coisas que eu e você preferimos não ver. Passou a ver tudo em detalhes, sabia de tudo, mas evitava ao máximo o espelho.

Pensou em suicidio claro, mas teria que ser algo bem cabuloso, pois temia ficar de olhos abertos no próprio velório. 

Muitas vezes tentou forçar o sono, mas quem é que conseguiria dormir sem as pálpebras?

Conheço pessoas que o invejariam, só pelo fato de poder ver aquilo que se perde quando dorme.

Não pensava mais em mulher, só em morte e revolta. Chorar conseguia, e fazia isso até secar o sal das lágrimas.

Tentou ver o lado bom, aquele lado que muitas pessoas almejam, o poder de ver tudo em cores. Além disso, por alguns dias tentou observar algo que o fizesse mudar de ideia. Ilusão, alguém que vê tudo é incapaz de sentir algo. 

Pouco tempo depois decidiu doar suas retinas e ser cremado. 

Cego, era feliz, e em cinzas, descansava.

Sonrisal

Uma censura sem ter fim, tão cega quanto a sua dor
Palavra que não satisfaz, as incertezas ao redor
Loucuras para refazer, palavras para repetir, um argumento sobre mim
Não deixe a alma se esgotar, deixe rastros se precisar
A dor é que te faz crescer, a dor é que te ensina a sorrir
É como um desenho inocente em que as paredes começam a cair
O sonho que nos faz seguir em frente e nos deixa prosseguir
Tantas dúvidas em um só corpo, um gosto estranho que me deixa louco
Tanta bobagem, ação mal resolvida, e o sangue quente que me contamina.

Espera-se cada vez mais o inesperado, ou uma surpresa qualquer, algo que fuja às ameaças pré-estabelecidas. Se fossemos todos bons, quem odiariamos ao final do dia? A resposta está no espelho, ou no fundo da privada para quem vomita a própria raiva com salsichas. Me odeiem mal, me odeiem bem, mas me odeiem, é uma sensação boa depois do prazer. Somos todos iluminados, então pra que apagar a luz?!

Escutei certa vez que o sol é pra todos mas a sombra é para poucos. Não entendi, afinal nunca vi algo exposto à luz sem sombra. Mas tudo bem, é uma metáfora, é só um meio de iludir uma idéia, sempre fazemos isso. Estou aqui, olhando para o relógio do windows e medindo minha pulsação. 84 batimentos por minuto, está normal. A seleção brasileira de futebol está jogando e Joni está assistindo, queria estar lá, mas prefiro conferir meu pulso. Estar vivo me deixa feliz e ter uma sombra também.

É um fim sem fim. Ser injustiçado ou enganado? Indeciso ou incapaz? Eu ou você?. Mostre-me o começo e eu acabarei com o fim do infinito. Os mistérios podem ser revelados, mas jamais entendidos.  

Como quer morrer? Quando quer morrer? Como vai morrer? Quer morrer? Quer viver? Como quer viver? Quando vai viver? Quando vamos viver? Quando vamos nos matar? Quer que alguém morra? ...relaxe, morrer é a melhor herança.....

Ok, cagar não me da mais prazer. Será que sair do casulo é viver ou dar oi para o "diabo"?. E você, quantos diabos e casulos conhece?. Ou seria um deles?. Não precisa se envergonhar, todos sabemos que você não se conhece ao ponto de responder essa pergunta e nem a próxima. Não evolua por eles e será um primitivo com poder exclusivo, saiba usá-lo e terá vencido seus inimigos derrotados por si sós e por você. E, se no fim tudo não valer a pena, e seu único desejo é voltar a cagar prazerosamente como eu também gostaria, pergunte-se: Dentro ou fora do casulo?. Consegue responder?

Passei muito tempo com Joni nesses dias, e confesso, foi difícil. Estava mudado, respirava ofegante e seu coração batia tão forte que seu peito movia-se como uma gelatina cheia de sapos por dentro. Tentei entender o porque da ausência nesse tempo todo. Quem sabe tinha tentado suicidio coletivo com seu papagaio e seu quadro, mas não, apenas me disse que dormia de olhos abertos. Joni ficou três dias por aqui e voltou para seu labirinto sem entradas, mas deixou uma pista para acha-lo: eu.

Desisto. A palavra vale menos que um verme localizado em fezes humanas sangrentas no meio de uma calçada cheia de brita e buracos. Desisto. O dinheiro fede mais que uma caixa de gordura repleta de pelos caninos. Desisto. Vende-se a mãe, vende-se o pai, vende-se a honra, vende-se o intestino cheio. Muito bem, desisto de desistir, o limite nunca esteve mais próximo. Apoio. Venda o que tem de mais valioso, pise nas fezes humanas sangrentas que estão encima da sua cama, misture dinheiro com a gordura que se acumula no esgoto e engula. Sinta o prazer de perder e depois peça ajuda para mim. Apenas desisto de você.

Gostaria de me virar do avesso e enxergar as cores do meu corpo misturado com os efeitos da minha alma formando um arcoíris preto e branco. Porque isso? Para apalpar o que destruo sem as mãos. Meu nome é Joni, mas não se apaixonem por mim, suguem o máximo que puderem e eu serei grato por poder culpá-los das minhas culpas. As horas estão acabando, igual minha cerveja, o relógio não quer parar, nem eu. Acostumem-se com o nada e terão tudo. Os olhos são fáceis de enganar, e você? O pior cego é aquele que pensa ver com meus olhos, ignorando os seus.

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